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·
a implantação de oficinas mecânicas e elétricas e a produção
de blocos e telhas para construir mais de 200 habitações de
alvenaria que, em regime de mutirão comunitário, substituíram as
casas de palha;
·
a construção da Padaria-Escolar, primeira panificadora
da região, com maquinário moderno e a produção dos primeiros pães,
que eram doados para as famílias carentes;
·
a perfuração de poços artesianos e a melhoria da água potável,
antes contaminada e portadora de muitas doenças e óbitos;
· os primeiros meios de
transportes obtidos por Pe. Leeb, na VW/Brasil, como um caminhão,
que facilitou o acesso da população, principalmente à feira de
Estância, bem como para a compra dos materiais das construções
em andamento; os outros veículos particulares serviram, também,
para o deslocamento da comunidade e para a remoção dos doentes à
Estância e/ou Aracaju;
·
a construção do Cemitério Comunitário, que inexistia na região.
As famílias antigamente enterravam os seus mortos em terrenos
baldios perdendo, depois, a referência de localização dos seus
restos mortais;
· a
parceria de Joana com as crianças e o início do sonho de construção
de uma Creche/Pré- Escola, um grande passo da infra-estrutura
humana, no atendimento social e pastoral;
·
a chegada da primeira televisão na comunidade;
·
a primeira árvore de Natal, um coqueiro perto de casa, onde foram
pendurados, em seus galhos, presentes que Joana e Pe. Humberto
trouxeram para as crianças. Neste dia, Pe. Humberto fez a primeira
catequese com a criançada sobre a história de Natal.
Aí nasceu a idéia do Teatro de Natal que foi representado com o
povo cada ano e a inspiração para outras comemorações litúrgicas,
como a Procissão de Ramos, a Ceia do Senhor, a Paixão de Cristo, Sábado
de Aleluia, cerimônias que são realizadas até hoje.
Muita coisa mudou!
Quem chega hoje a Porto do Mato, nem imagina que a primeira
viagem de Pe. Humberto para lá durou 16 horas de canoa. De Crasto - que era a única via de acesso na época -
tinha sempre que
enfrentar vários translados, em carro de boi e a pé, para de lá
partir, quando a maré estivesse
alta...
Hoje, o percurso de Estância para Porto do Mato, de veículo, dura
apenas 30 minutos, em estradas asfaltadas e bem pavimentadas, nas BR
100 e Linha Verde.
E assim,
edifica-se, sob o signo LUZ E VIDA, o alicerce para a edificação
de uma comunidade solidária e participativa, entre os filhos
Deus, na construção da cidadania, na conquista da paz e da inclusão
social.
As lembranças do atual professor de Artes da Escola Luz e Vida, do
Centro Esperança de Deus, Genilson Conceição Ferreira, 24 anos,
filho da região e concludente do Curso de Pedagogia, são um
testemunho desse trabalho pioneiro:
“ Antes, a nossa região era só mato e casebres de palha, onde se
escondia um povo sofrido e isolado da civilização, em que a
pobreza reinava soberana. Após a chegada de Pe. Humberto, tudo
passou a ter outro significado e, com ele, o progresso começou a
chegar. Ficava encantado com as coisas que ele trazia, a cada
regresso da Europa, para nós. Através dele passei a conhecer a
energia elétrica, o estetoscópio, o leite em pó, a água
encanada, jeep, bola de sopro, pão, torta de chocolate e tantas
outras coisas que vão das mais simples às mais fundamentais para
as nossas vidas, e que tinham um significado imenso para um lugar
que, antes, não conhecia nada disso. Recordo-me daquela criança
doente e faminta que eu fui e que, através do sentimento de fé e
esperança que aqui foi plantado, hoje tenho orgulho de fazer parte
do Centro de Formação Luz e Vida e acompanho, com orgulho, o
desenvolvimento do Centro Esperança de Deus e de toda a região
que, a cada dia, vem crescendo e mudando a história dos seus
moradores e, sobretudo, dos jovens”.

Essa é a missão e o
carisma do Centro Esperança de Deus.
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Coordenação e Texto:
Geovana de Oliveira Lima
Mestre em Educação - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/PUC
Diretora do Centro de Formação Luz e Vida Pe. Humberto Leeb – Porto do
Mato/SE.
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